Alopecia: causas e tratamentos

Esclareça todas as dúvidas sobre Alopecia

Antes de aprofundarmos as causas da Alopecia e os seus tratamentos comecemos por verificar de que se trata a Alopecia:

 

O que é a Alopecia?

 

A alopecia é o termo médico utilizado para descrever a perda parcial ou total de cabelo ou pêlos em qualquer região do corpo, sendo mais frequente no couro cabeludo. As suas causas podem ser diversas, incluindo fatores genéticos, hormonais, autoimunes ou outras condições de saúde.

Existem diferentes tipos de alopecia, pelo que um diagnóstico precoce é essencial para identificar a causa da queda de cabelo e definir o tratamento mais adequado. Quanto mais cedo for iniciado o acompanhamento médico, maiores são as possibilidades de preservar a saúde capilar e obter melhores resultados.

 

Tipos e Causas da Alopecia

 

Alopecia androgenética

A alopecia androgenética, também conhecida como calvície comum, é a causa mais frequente de perda de cabelo, representando cerca de 95% dos casos nos homens. Estima-se que afete cerca de 50% dos homens até aos 50 anos e 20 a 40% das mulheres ao longo da vida.

Esta condição resulta da combinação entre a predisposição genética e a ação da dihidrotestosterona (DHT), uma hormona que provoca a miniaturização progressiva dos folículos pilosos. Como consequência, o cabelo torna-se cada vez mais fino e frágil, podendo deixar de crescer.

Apesar de ser uma condição progressiva, o diagnóstico precoce e o tratamento adequado podem retardar a sua evolução e ajudar a preservar a densidade capilar.

Alopecia areata

A alopecia areata é uma doença autoimune que provoca a perda súbita de cabelo em áreas arredondadas e bem delimitadas do couro cabeludo ou de outras regiões do corpo. Afeta cerca de 2% da população mundial ao longo da vida, podendo surgir em qualquer idade e em ambos os sexos.

Esta condição ocorre quando o sistema imunitário ataca, de forma incorreta, os folículos pilosos. Embora o stress emocional não seja a causa da alopecia areata, pode atuar como um fator desencadeante ou agravar a doença em pessoas predispostas.

Nos casos mais extensos, a perda de cabelo pode evoluir para alopecia totalis (perda de todo o cabelo do couro cabeludo) ou alopecia universalis (perda de todo o cabelo e pêlos do corpo).

Alopecia difusa ou de eflúvio

Perda de cabelo progressiva que não chega a produzir uma calvície total. Neste caso o cabelo adquire um aspeto fraco e sem vida, o indivíduo percebe a sensação de escassez. Este tipo de alopecia pode desenvolver-se, entre outros fatores, por causas endócrinas, problemas nas glândulas endócrinas como o hipertiroidismo ou o hipotiroidismo, tendo por isto uma maior incidência entre as mulheres.

Pode também ser desencadeada pelo uso de medicamentos que influenciam a queda difusa e o afinamento do cabelo, como os anticoagulantes, tratamentos de quimioterapia, fármacos psiquiátricos, anticoncetivos orais, entre outros. Outro fator é a alimentação que é de extrema importância para a saúde do cabelo e para prevenir a alopecia difusa. Se o cabelo não tiver os nutrientes necessários para o seu desenvolvimento fica seco, quebradiço e fino. Assim, os distúrbios alimentares, como anorexia nervosa ou bulimia, também contribuem para o desenvolvimento da alopecia.

 

Alopecia Seborreica

Este tipo de alopecia é causada por uma dermatite, esta ocorre quando a pessoa possui escamação (caspa), coceira e eritema no couro cabeludo.

 

Outras causas ou tipos de alopecia, são:

* Dieta pobre em ferro, esta afeta principalmente mulheres, onde se corta o consumo de carne vermelha e vegetais ricos em ferro, a carência de ferro no organismo leva a uma diminuição da quantidade de oxigénio, não chegando uma fração suficiente ao bulbo fazendo com que os fios nasçam já enfraquecidos.

* Alérgica, os indivíduos alérgicos ao glúten do trigo e à lactose ou caseína do leite de vaca são mais propensos a terem calvície.

* Traumática, onde o indivíduo tem o hábito de arrancar fios de cabelo constantemente ou por traumatismo na cabeça.

 

Sinais de Alopecia

 

O principal sintoma da alopecia é a queda de mais de 150 fios de cabelo por dia. Situações que nos indicam que a queda de cabelo está a acontecer são:

* Encontrar bastantes fios de cabelo na almofada ao acordar;

* Queda de cabelo abundante quando lava ou penteia o cabelo;

* Passar a mão, suavemente, no cabelo e haver uma intensa queda do mesmo;

* Conseguir visualizar facilmente o couro cabeludo em determinadas áreas da cabeça.

 

O que causa a queda de cabelo

 

Compreender os fatores desencadeantes é fulcral para definir o melhor  tratamento. As causas principais incluem:

* Fatores genéticos;

* Micose no couro cabeludo;

* Uso de medicamentos;

* Stress;

* Reação hormonal pós-parto e na menopausa;

* Uso de químicos inadequados;

* Doenças na tiróide;

* Deficiência de proteínas, ferro, biotina e zinco.

 

Tratamentos para a Alopecia

 

Travar ou mesmo inverter a queda de cabelo depende muito de um diagnóstico preciso e do tipo de tratamento utilizado. Existem tratamentos para cada caso específico e particular. O tratamento capilar, ao depender do indivíduo a ser tratado e do tipo de queda de cabelo, requer uma análise minuciosa e uma seleção do tratamento adequado para produzir os efeitos desejados.

De acordo com as diretrizes da International Society of Hair Restoration Surgery (ISHRS), existem três níveis de intervenção para o tratamento da alopecia:

* Tópico – Atualmente não existe dúvida de que o produto mais eficaz aplicado diretamente no couro cabeludo é o medicamento minoxidil. Os médicos associam, por vezes, um champô apropriado.

* Sistémico – A administração de Finasteride (comprimidos) por via oral, que vão bloquear a ação da hormona masculina no folículo piloso, constitui, em muitos casos, uma ajuda preciosa. Sabe-se hoje que ,a dose eficaz na mulher é bastante mais alta que a dose eficaz no homem, embora na maior parte dos países a administração a mulheres não esteja ainda regulamentada.

* Cirúrgico – O tratamento cirúrgico da alopecia consiste no transplante capilar ou no implante capilar. Os primeiros transplantes para reduzir a alopecia androgenética efetuaram-se há meio século, tendo a técnica evoluindo muito nos últimos anos.

O transplante capilar é um dos tratamentos mais eficazes e duradouros uma vez que os resultados são permanentes. O cabelo implantado não está sujeito aos fatores genéticos que provocam a sua queda.

 

Transplante Capilar da MediCapilar

 

Em Portugal a MediCapilar utiliza o método comprovadamente mais eficaz, o FUE. A clínica é uma das referências no setor da saúde capilar e possui uma equipa de profissionais de saúde com mais de 6 anos de experiência. Apresenta excelentes resultados, utiliza a avançada técnica de extração individual dos folículos capilares, sem recorrer a cortes do couro cabeludo e sem cicatrizes, o cabelo fica com um aspeto totalmente natural.

Perguntas Frequentes sobre Alopecia

Existe uma cura definitiva para a alopecia areata?

Atualmente, não existe uma cura definitiva para a alopecia areata. As recomendações da European Academy of Dermatology and Venereology (EADV) e da American Academy of Dermatology (AAD) indicam que a alopecia areata é uma doença autoimune crônica e recorrente. Embora atualmente não exista cura, diversos tratamentos demonstraram eficácia na promoção do crescimento capilar e no controlo da atividade da doença.

A resposta ao tratamento varia de pessoa para pessoa, pelo que o diagnóstico precoce e o acompanhamento médico especializado são fundamentais para obter os melhores resultados e preservar a saúde dos folículos pilosos.

A alopecia androgenética afeta apenas os homens?

Não. Embora a alopecia androgenética seja mais frequente e geralmente mais evidente nos homens, também afeta milhões de mulheres, sobretudo após a menopausa. Estima-se que 20 a 40% das mulheres desenvolvam algum grau de alopecia androgenética ao longo da vida.

Nas mulheres, outras causas de queda de cabelo, como o eflúvio telógeno, também são frequentes.

Qual é o tratamento capilar mais indicado para travar a alopecia?

O tratamento da alopecia depende do diagnóstico clínico, da causa da queda de cabelo e do grau de evolução da doença. As opções terapêuticas podem incluir tratamentos médicos, terapias regenerativas e nos casos de perda capilar permanente, o transplante capilar.

Um diagnóstico precoce é essencial para definir a abordagem mais adequada, retardar a progressão da alopecia e maximizar os resultados do tratamento.

Como identificar os primeiros sinais de alopecia?

Os primeiros sinais de alopecia incluem uma queda de cabelo persistente, diminuição da densidade capilar, afinamento progressivo dos fios ou maior visibilidade do couro cabeludo. Em alguns casos, podem surgir falhas arredondadas e bem delimitadas, características da alopecia areata.

Perante qualquer alteração persistente na quantidade ou espessura do cabelo, é aconselhável procurar uma avaliação médica especializada, permitindo um diagnóstico precoce e a definição do tratamento mais adequado.

O sinal mais claro é a perda diária persistente de mais de 150 fios de cabelo ou a visualização do couro cabeludo. Notar falhas circulares localizadas indica um possível quadro de alopecia areata, devendo procurar uma avaliação médica especializada.

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      Filipa Figueiredo
      Especialista em Saúde Capilar
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